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O PAÍS DO PASSEIO DOS ALEGRES SEM OS PASSEIOS NEM OS ALEGRES

Terça-feira, 29.09.09

Hoje fui passear um bocadinho  com o  Pedro, numa pacata caminhada pelas ruas circundantes à minha casa, o  que acabou por se transformar  numa vertiginosa corrida  de obstáculos, um alargado problema de matemática e uma constante contagem de segundos dependendo a nossa vida disso. Neste país pura e simplesmente não há passeios, e se os há são de tal forma estreitos e cheios de coisas (caixotes, sinais, árvores, carros) que é como se não houvesse. Foi impossível permanecer mais do que trinta segundos no mesmo passeio sem ter de meter o carrinho do Pedro para a estrada, contando sempre o tempo disponível entre carros, e fazendo malabarismos para rapidamente voltar a escalar para cima.

Suponho que as primeiras impressões dos bebés portugueses das ruas do seu país é de que é um sítio altamente excitante que, embora deixe o estômago um pouco revirado, proporciona horas de emoção, sempre a subir e a descer,  deixando a cara das mães, lá à frente, ora branca ora vermelha.

 

É um lugar comum dizer-se que os portugueses preferem ficar por casa a deambular pelas ruas  enquanto que em tantos outros países o gentio anda lá fora a toda hora, mas: IR PARA A RUA COMO??? E ANDAR POR CIMA DO QUE?? Tirando as ruas de algumas cidades portuguesas, alguns locais turísticos e algum que outro sítio mais sortudo, essa arte tão portuguesa da calçada só existe em pequenas fatias (e nalguns casos fatiazinhas) espalhadas pelo país inteiro. Dá a impressão de que alguém no alto comissariado europeu nos concedeu  um determinado número de quilómetros de passeios para o país inteiro, e que, fazendo centenas de contas, foram distribuidos por todo Portugal, e que  já não temos direito a nem um bocadinho mais que seja.  

Quanto à calçada portuguesa, também tem muito que se lhe diga, é bonita sim senhor, mas tão prática como uma bicicleta sem selim, dá para andar, mas é incómodo à brava! Mas essa é outra questão. De calçada portuguesa, borracha ou alcatifa, DÊEM-NOS PASSEIOS, os portugueses merecem ter onde por os pés e não arriscarem serem passados a ferro por um carro cada vez que metem o nariz na rua.

 

Cá está uma das etapas da caminhada de hoje, o passeio é tão estreito que foi preciso descer o carrinho do Pedro para a estrada por causa do caixote, da  árvore, de um sinal de trânsito e de um carro estacionado.

Ahh e o prémio para a categoria "vá, vê se consegues pelo menos andar em bicos de pés"

 

 

Aceitam-se fotos neste blog de todos os passeios cuja estreiteza e obstáculos vos incomodem.  Serão todas publicadas!

 

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por Ana Galvão às 13:11

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